DOENÇA DE ALZHEIMER E ALUCINAÇÕES:
Algumas pessoas podem apresentar alucinações visuais ou auditivas, quando apresentam a falsa impressão - sem que haja um estímulo externo - de estar vendo ou ouvindo coisas que outras pessoas não vêem ou ouvem, respectivamente.
Esta alteração de comportamento provoca grande transtorno no seio familiar, especialmente porque, a maioria das pessoas não estão preparadas para administrar bem esta situação.
Esta é uma situação muito especial e requer calma e paciência para trazer o paciente de volta à realidade, sem grandes traumas.
São várias as causas que geram crises de alucinação e o paciente deve passar por uma avaliação médica para determiná-las com segurança.
Deve-se estar atento à presença de doenças do sistema urinário, infecções, dependência de álcool, reações adversas às medicações utilizadas, desidratação, dores severas e presença de fecaloma (fezes em consistência de pedra).
O cuidador deverá estar atento às reações colaterais dos medicamentos utilizados pelo paciente (efeito que ocorre simultaneamente ao desejado, nem sempre confortável para o paciente).
Em presença de qualquer reação adversa (efeito indesejado e não esperado apresentado pelo paciente), como mudanças comportamentais, tremores etc. o médico deve ser avisado imediatamente.
Com o avançar da idade, a diminuição das acuidades visual e auditiva pode ser um fator desencadeante de alucinação. É importante que o paciente visite regularmente seu médico para avaliação dessas funções e possível encaminhamento à especialistas em oftalmologia e fonoaudiologia.
Não se deve discutir com o paciente aquilo que ele diz ver ou ouvir, tampouco entrar na alucinação concordando com aquilo que ele vê ou ouve. Frases como: "sei que você viu, mas eu não vi", costumam acalmar e transmitem confiança.
Tente conduzir o paciente para outro lugar da casa, convidando-o a passar por áreas mais claras, quando a alucinação acontece.
Busque atividades interessantes que o agradem e distraiam, observe fotos de paisagens bonitas, álbuns de família. Estes são alguns exemplos que ajudam a reduzir alucinações.
Tente trabalhar sempre na tentativa de trazer o paciente à realidade. Observe quais ruídos, objetos etc. são responsáveis pela alucinação e providencie para que sejam removidos.
Cortinas, papéis de parede ou louças estampadas costumam gerar crises, nesse caso, é conveniente substituí-los por padronagens lisas e claras.
Sombras na janela, podem ser provocadas por vegetação (folhas de árvores que balançam ao vento), e neste caso, devem ser podadas.
Evite espelhos, em algum momento da evolução da doença eles podem desencadear uma crise alucinatória, quando por exemplo o paciente perder a capacidade de reconhecer sua própria imagem refletida. Cobri-los ou removê-los é o ideal.
Saiba respeitar uma crise de alucinação, que para o paciente é bastante real, com palavras calmas, tom de voz suave e o toque carinhoso, traga-o de volta à realidade, transmitindo-Ihe confiança.
Seja Bem-Vindo !
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sábado, 14 de julho de 2012
HIDRATAÇÃO : PODE EVITAR MUITOS PROBLEMAS.
HIDRATAÇÃO:
Cuidados essênciais com idosos, e principalmente com os portadores da doença de alzheimer, ao longo do dia perdemos líquidos corporais através do suor, urina, evacuações, nos casos de vômitos, coriza, diarréias, e necessitamos de reposição adequada para manter o organismo funcionando.
Queixas de hipotensão (pressão baixa), acúmulo de secreções bronco-pulmonares (catarro), obstipação intestinal (prisão de ventre), são algumas das complicações que na maioria das vezes estão relacionadas a quadros de desidratação, que nos pacientes idosos pode dar origem a complicações clínicas sérias e de difícil manejo.
Oferecer líquidos é de extrema importância, não se deve esquecer que eles colaboram para o equilíbrio de todos os sistemas orgânicos.
Deve-se oferecer uma quantidade de líquidos equivalente a 2 litros por dia, na forma de água, chás, sucos, vitaminas etc.
O volume indicado deve ser fracionado em pequenas doses que ao fim do dia devem somar 2000ml.
Deve-se garantir que a quantidade de líquidos ingerida seja mais ou menos igual às perdas (urina, suor, lágrimas, saliva).
Oferecer copos cheios de água causam uma sensação de plenitude gástrica desconfortável para o paciente, ofereça pequenas quantidades, várias vezes ao dia.
Lembrar que a maioria dos idosos ingere pouca quantidade de água pura. Colocar sabor na água como os sucos, refrescos, etc. é uma estratégia eficaz.
A ingestão adequada de líquidos também é de extrema importância para a manutenção do adequado turgor cutâneo (elasticidade da pele), melhorando conseqüentemente a resistência da pele.
Pacientes diabéticos devem receber líquidos adoçados artificialmente.
Aqueles que possuem restrição de líquidos prescrita por médico devem respeitá-la com rigor.
Idosos acumulam facilmente secreções bronco-pulmonares, a oferta adequada de líquidos possibilita uma expectoração mais rápida, prevenindo infecções.
Nas fases mais avançadas, devem ser servidos sucos espessos - como vitaminas, ou engrossados com gelatina, por exemplo - eles reduzem os riscos de engasgamentos.
Jamais ofereça líquidos com o paciente deitado, este deve estar em posição sentada ou recostada em travesseiros. Esta medida reduz o risco de aspirações e otites (dor de ouvido).
Atenção! Quedas de pressão arterial, diurese concentrada (urina escura) e baixo débito urinário (pouco volume de urina) podem estar associados à baixa ingestão de líquidos.
A obstipação intestinal (intestino preso) é outra queixa comum que também pode estar associada a baixa ingestão de líquidos, imobilidade e dieta inadequada.
Lembre-se de que o coração (assim como uma bomba d´água) necessita de volume para trabalhar adequadamente. A falta de líquidos pode trazer conseqüências graves para o paciente.
Pacientes que apresentam dificuldade para digerir alimentos (disfagia) devem receber alimentação específica, orientadas por profissionais especializados (fonoaudiólogos e nutricionistas).
Em determinados momentos da evolução da doença pode haver necessidade da colocação de sondas para alimentação e especialmente para hidratação.
Cuidados essênciais com idosos, e principalmente com os portadores da doença de alzheimer, ao longo do dia perdemos líquidos corporais através do suor, urina, evacuações, nos casos de vômitos, coriza, diarréias, e necessitamos de reposição adequada para manter o organismo funcionando.
Queixas de hipotensão (pressão baixa), acúmulo de secreções bronco-pulmonares (catarro), obstipação intestinal (prisão de ventre), são algumas das complicações que na maioria das vezes estão relacionadas a quadros de desidratação, que nos pacientes idosos pode dar origem a complicações clínicas sérias e de difícil manejo.
Oferecer líquidos é de extrema importância, não se deve esquecer que eles colaboram para o equilíbrio de todos os sistemas orgânicos.
Deve-se oferecer uma quantidade de líquidos equivalente a 2 litros por dia, na forma de água, chás, sucos, vitaminas etc.
O volume indicado deve ser fracionado em pequenas doses que ao fim do dia devem somar 2000ml.
Deve-se garantir que a quantidade de líquidos ingerida seja mais ou menos igual às perdas (urina, suor, lágrimas, saliva).
Oferecer copos cheios de água causam uma sensação de plenitude gástrica desconfortável para o paciente, ofereça pequenas quantidades, várias vezes ao dia.
Lembrar que a maioria dos idosos ingere pouca quantidade de água pura. Colocar sabor na água como os sucos, refrescos, etc. é uma estratégia eficaz.
A ingestão adequada de líquidos também é de extrema importância para a manutenção do adequado turgor cutâneo (elasticidade da pele), melhorando conseqüentemente a resistência da pele.
Pacientes diabéticos devem receber líquidos adoçados artificialmente.
Aqueles que possuem restrição de líquidos prescrita por médico devem respeitá-la com rigor.
Idosos acumulam facilmente secreções bronco-pulmonares, a oferta adequada de líquidos possibilita uma expectoração mais rápida, prevenindo infecções.
Nas fases mais avançadas, devem ser servidos sucos espessos - como vitaminas, ou engrossados com gelatina, por exemplo - eles reduzem os riscos de engasgamentos.
Jamais ofereça líquidos com o paciente deitado, este deve estar em posição sentada ou recostada em travesseiros. Esta medida reduz o risco de aspirações e otites (dor de ouvido).
Atenção! Quedas de pressão arterial, diurese concentrada (urina escura) e baixo débito urinário (pouco volume de urina) podem estar associados à baixa ingestão de líquidos.
A obstipação intestinal (intestino preso) é outra queixa comum que também pode estar associada a baixa ingestão de líquidos, imobilidade e dieta inadequada.
Lembre-se de que o coração (assim como uma bomba d´água) necessita de volume para trabalhar adequadamente. A falta de líquidos pode trazer conseqüências graves para o paciente.
Pacientes que apresentam dificuldade para digerir alimentos (disfagia) devem receber alimentação específica, orientadas por profissionais especializados (fonoaudiólogos e nutricionistas).
Em determinados momentos da evolução da doença pode haver necessidade da colocação de sondas para alimentação e especialmente para hidratação.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
A prevenção é o melhor remedio! Gripe H1N1
Gripe H1N1
A gripe H1N1, ou influenza A, é provocada pelo
vírus H1N1 da influenza do tipo A. Ele é resultado da combinação de segmentos
genéticos do vírus humano da gripe, do vírus da gripe aviária e do vírus da
gripe suína, que infectaram porcos simultaneamente.
O período de incubação varia de 3 a 5 dias. A
transmissão pode ocorrer antes de aparecerem os sintomas. Ela se dá pelo
contato direto com os animais ou com objetos contaminados e de pessoa para
pessoa, por via aérea ou por meio de partículas de saliva e de secreções das
vias respiratórias. Experiências recentes indicam que esse vírus não é tão
agressivo quanto se imaginava.
Segundo a OMS e o CDC (Center for Deseases
Control), um centro de controle de enfermidades, nos Estados Unidos, não há
risco de esse vírus ser transmitido através da ingestão de carne de porco,
porque ele será eliminado durante o cozimento em temperatura elevada (71º
Celsius).
Sintomas
Os sintomas da gripe H1N1 são semelhantes aos
causados pelos vírus de outras gripes. No entanto, requer cuidados especiais a
pessoa que apresentar febre alta, acima de 38º, 39º, de início repentino, dor
muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações, irritação nos olhos,
tosse, coriza, cansaço e inapetência. Em alguns casos, também podem ocorrer
vômitos e diarreia.
Diagnóstico
Existem testes laboratoriais rápidos que revelam se
a pessoa foi infectada por algum vírus da gripe. No caso do H1N1, como se trata
de uma cepa nova, o resultado demora aproximadamente 15 dias. No entanto, nos
Estados Unidos, já foram desenvolvidos “kits” para diagnóstico, que aceleram o
processo de identificação do H1N1.
Vacina
A vacina contra a influenza tipo A é feita com o
vírus (H1N1) da doença inativo e fracionado. Os efeitos colaterais são
insignificantes se comparados com os benefícios quepode trazer na prevenção de
uma doença sujeita a complicaçõesgraves em muitos casos.
Existe ainda uma vacina com ação trivalente,
poisimuniza contra o H1N1e o H3N2 dainfluenza A e contra o da influenza B.
É bom lembrar que a vacina contra gripe sazonal que
está sendo distribuída atualmente no Brasil foi preparada a partir de uma
seleção de subtipos de vírus que representavam ameaça antes de aparecer o H1N1,
uma variante nova de vírus influenza tipo A.
Tratamento
É de extrema importância evitar a automedicação. O
uso dos remédios sem orientação médica pode facilitar o aparecimento de cepas
resistentes à medicação Os princípios ativos fosfato de oseltamivir e
zanamivir, presentes em alguns antigripais (Tamiflu e Relenza) e já utilizados
no tratamento da gripe aviária, têm-se mostrado eficazes contra o vírus H1N1,
especialmente se ministrados nas primeiras 48 horas, que se seguem ao
aparecimento dos sintomas.
Recomendações
Para proteger-se contra a infecção ou evitar a transmissão do vírus, o
Center Deseases Control (CDC) recomenda:
* Lavar frequentemente as mãos com bastante água e sabão ou
desinfetá-las com produtos à base de álcool;
* Jogar fora os lenços descartáveis usados para cobrir a boca e o nariz,
ao tossir ou espirrar;
* Evitar aglomerações e o contato com pessoas doentes;
* Não levar as mãos aos olhos, boca ou nariz depois de ter tocado em
objetos de uso coletivo;
* Não compartilhar copos, talheres ou objetos de uso pessoal;
* Suspender, na medida do possível, as viagens para os lugares onde haja
casos da doença;
*
Procurar assistência médica se surgirem sintomas que possam ser confundidos com
os da infecção pelo vírus da influenza tipo A.
http://drauziovarella.com.br
terça-feira, 10 de julho de 2012
Úlcera de Pressão/ Escaras/ Feridas
As
escaras são feridas que surgem na pele quando da pessoa que permanece muito
tempo
numa mesma posição. É causada pela diminuição da circulação do sangue nas
áreas
do corpo que ficam em contato com a cama ou com a cadeira.
Os
locais mais comuns onde se formam
as escaras são: região final da coluna,
calcanhares,
quadril, tornozelos, entre outros.
Como
prevenir as escaras:
Estimule
a pessoa cuidada a mudar de posição pelo
menos a cada 2 horas. À noite,
o
cuidador pode mudar a pessoa de posição quando
acordar a pessoa cuidada para dar
medicação,
ou fazer outro cuidado.
·
Ao mudar a
pessoa de lugar ou de posição, faça isso com muito cuidado, evitando que a pele roce no lençol ou na cadeira, pois a pele
está muito fina e frágil e pode se ferir. Mantenha a roupa da cama e da pessoa bem esticada, pois as rugas e dobras da roupa
podem ferir a pele.
·
Cuidador, se a
pessoa cuidada fica a maior parte do tempo em cadeira de rodas
ou
poltrona, é preciso ajudá-la a aliviar o peso do corpo sobre as nádegas.
·
Se a pessoa
tem força nos braços: oriente a pessoa cuidada a sustentar o
peso
do corpo ora sobre uma nádega, ora sobre a outra.
·
Se a pessoa não
consegue se apoiar nos braços: o cuidador deve ajudá-la a se
movimentar.
Procure orientações da equipe de saúde como auxiliar a pessoa
cuidada
nessa movimentação.
Alguns
apoios podem ajudar a pessoa a se segurar e mudar de posição sozinha,
podem
ser comprados ou improvisados em casa: barras de apoio para cabeceiras
da
cama, faixas de pano amarradas na cabeceira, nas laterais ou nos pés da cama
ajudam
a pessoa a levantar ou mudar de posição na cama.
·
O colchão de
espuma tipo “caixa de ovo” ou piramidal ajuda a prevenir as escaras, pois
protege os locais do corpo onde os ossos são mais salientes
e ficam em contato com o colchão ou a cadeira.
·
Quando a pessoa
não consegue controlar a saída de urina e/ou fezes, é necessário proteger
o colchão com plástico, apenas na
região das nádegas, e por cima do
plástico colocar um lençol de algodão. A pele não deve ficar
em contato com o plástico.
·
Proteja os
locais do corpo onde os ossos são mais salientes com travesseiros,
almofadas,
lençóis ou toalhas dobradas em forma de rolo, entre outros.
·
Leve a pessoa a
um local onde possa tomar sol por 15 a 30 minutos, de
preferência antes das 10 e depois das 16 horas, com a pele protegida por filtro solar. O sol fortalece a pele, fixa as
vitaminas no corpo e ajuda na cicatrização das escaras.
·
Ao colocar a
comadre, peça ajuda a outra pessoa e cuide para não roçar a pele da
pessoa
na comadre.
·
A pele de a
pessoa cuidada precisa ser freqüentemente avaliada e bem hidratada.
Para
manter a hidratação da pele é preciso:
·
Oferecer líquidos em pequenas quantidades na forma de
água, sucos e chás
várias
vezes ao dia, mesmo que a pessoa cuidada não demonstre sentir sede.
Esse
cuidado é importante, principalmente para
crianças e idosos, pois esses
podem
rapidamente ficar desidratados.
·
Após o banho,
massagear a pele da pessoa cuidada com creme ou óleo
apropriado,
esse cuidado além de hidratar a pele melhora a circulação do
sangue.
·
Se a pessoa
cuidada utilizar fraldas, é necessário trocá-las cada vez que urinar e
evacuar, para evitar que a pele fique úmida.
·
Procure
alimentar a pessoa fora da cama para evitar que os resíduos de
alimentos
caídos no lençol machuquem a pele e possam provocar escaras. Caso
seja
necessário alimentar a pessoa na cama, é preciso catar todos os farelos e
resíduos
de alimentos que possam ter caído.
Tratamento
das escaras:
O
tratamento da escara é definido pela equipe de saúde, após avaliação.
Cabe
ao cuidador fazer as mudanças de posição,
manter a área da escara limpa e seca, para evitar que fezes e urina
contaminem a ferida e seguir as orientações da equipe de saúde.
Fique
Atento: Ao fazer a higiene corporal,
evite esfregar a pele com força,
pois
isso pode romper a pele. Faça movimentos suaves,
use pouca quantidade de sabonete
e
enxágüe bem, para que a pele da pessoa não fique ressecada. A escara surge de uma hora para outra e pode levar meses para cicatrizar.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
terça-feira, 3 de julho de 2012
Segurança do Idoso
A longevidade aumentou muito no Brasil, graças a avanços da
medicina, melhorias no saneamento básico e controle de hábitos nocivos, como o
tabagismo.
Os idosos, contudo, são
vítimas frequentes de golpistas e de aproveitadores, advertem os especialistas.
Medidas simples, adotadas pelo pessoal da terceira idade, por seus amigos e
parentes podem reduzir os riscos enfrentados por aqueles que merecem descanso e
proteção, após uma vida de trabalho e
de dedicação à família.
Dicas:
1.
Muito cuidado com a contratação de
pessoas como acompanhantes, enfermeiras ou faxineiras para idosos. Devem
apresentar recomendação de terceiros e indicar locais onde já trabalharam. A
família do contratante deve, também, checar antecedentes criminais.
2.
Filhos, netos e sobrinhos podem
instalar uma câmera de vídeo em local discreto, para acompanhar on-line como
empregados tratam seus familiares mais velhos.
3.
Instrua constantemente seus pais ou
avós para que não informem a estranhos, por telefone, pessoalmente ou na internet, dados bancários e
referências sobre onde e como moram.
4.
Sempre que possível idosos devem ser
acompanhados na ida ao banco, pois há criminosos que se especializaram em segui-los
para roubar o dinheiro da aposentadoria ou pensão.
5.
É importante que familiares amigos e
vizinhos mais jovens façam visitas de surpresa aos mais velhos, mostrando que
há pessoas que se preocupam com eles. Isso pode evitar o ataque de bandidos.
6.
Além da proteção contra violência e
assaltos, nossos amigos e familiares idosos devem contar com proteção no lar,
para evitar acidentes domésticos. Devem-se instalar pisos e degraus
antiderrapantes, e colocar apoios em paredes e portas para que possam se segurar.
7.
Se os idosos estiverem com perda de
memória ou outros problemas de saude,
é importante que tenham apoio em tempo integral, mesmo que para isso familiares
tenham que se revezar ou somar recursos para a contratação de auxiliares.
8.
No futuro, uma vez que deveremos
contar em 2030, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
com a sexta maior população mundial de idosos, seria importante criar
delegacias do idoso em todo o Brasil.
9.
Esses policiais especializados e
assistentes sociais deveriam visitar periodicamente idosos, que também são
vítimas de golpes financeiros praticados por pessoas próximas, teoricamente de
confiança.
10.
Porteiros, zeladores, seguranças e
outros profissionais que atuam em
prédios devem ser instruídos para tratar com respeito aqueles que estão na
terceira idade, respeitando seu ritmo e suas necessidades específicas.
11.
Isso também deve ocorrer em serviços
públicos ou de interesse público, como transporte coletivo urbano.
12.
Quem desrespeita ou trata mal os mais
velhos se esquece de que, um dia, também fará parte deste segmento da população
mundial.
Fonte: http://www.maisdicas.net
sexta-feira, 15 de junho de 2012
"DIA 15 DE JUNHO, DIA MUNDIAL DA CONSCIENTIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA A PESSOA IDOSA"
O propósito da instituição do Dia 15 de Junho foi chamar a atenção da sociedade civil sobre as diversas formas de violência que as pessoas idosas sofrem no mundo.
O objetivo do dia é a conscientização, a sensibilização e a discussão do tema.
A violência entre seres humanos parece fazer parte da própria história da humanidade. No entanto, alguns aspectos e causas da violência são mais facilmente percebidos do que outros, com variações decorrentes dos sistemas de valores e econômicos das sociedades em que se inserem.
A família, e, de uma forma mais concreta o lar / domicílio, são tradicionalmente
entendidos, nas mais diversas culturas, como um ambiente de amor, um porto seguro contra a violência "externa".
Se por um lado, a violência contra os idosos se insere nos meandros dos conflitos
intrafamiliares, muitas vezes invisíveis para a sociedade, por outro lado, a própria construção do"ser idoso" nas sociedades capitalistas associa idade avançada à obsolescência, se traduz em violência social.
Isto coloca a questão da violência como parte de uma questão mais ampla de construção da cidadania em um ambiente democrático.
A implementação do Estatuto do Idoso resultou em que a questão dos maus-tratos
passasse a contar com um instrumento legal que "regula os direitos às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos", com previsão de pena pelo seu descumprimento.
Artigo 4° prevê expressamente: "Nenhum idoso será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos." .
De acordo com o Estatuto, prevenir a ameaça ou violação dos direitos dos idosos passa a ser um dever de toda a sociedade brasileira, bem como torna obrigatória a sua denúncia aos órgãos competentes (autoridades policiais, Ministérios Públicos, Conselhos do Idoso, etc.).
A partir da sanção da referida Lei emergem questões sobre a disponibilidade, as condiçõesde funcionamento dos serviços de denúncia e proteção aos idosos e sobre a necessidade de criação de serviços específicos para este grupo populacional.
Infelizmente, maus tratos em idosos podem ser mais comuns do que se possa imaginar. E o que é mais dramático: os principais causadores dos maus tratos estão dentro de casa, das instituições asilares ou dos hospitais!
Maus tratos é todo ato, único ou repetitivo, ou até omissão velada, que pode acontecer com a pessoa idosa, onde ocorre dano ou incômodo. Atualmente, uma das formas mais comuns é o abuso financeiro ao idoso.
A exploração imprópria e ilegal ou uso não consentido de seus recursos financeiros. È o uso ilegal e indevido, apropriação indébita da propriedade e dos bens financeiros, falsificação de documentos jurídicos, negação do direito de acesso e controle dos bens, administração indevida do cartão do segurado do INSS.
Um fato muito comum é o empréstimo por consignação que é descontado do benefício do INSS. Muitos avôs e avós são obrigados a fazer empréstimos vultuosos, para seus netos e filhos, comprometendo bastante o orçamento familiar.
O abuso psicológico, a violência psicológica e a violência física são os retratos mais tristes e inaceitáveis de maus tratos na terceira idade. O mais aterrador é que o principal agressor é, na maioria das vezes, um familiar!
Mandar calar a boca, gritar e ameaçar são alguns dos exemplos de violência psicológica. Já a violência física pode ser expressada tanto pela agressão propriamente dita, como pelo abuso sexual ou pela violência do marido, também idoso.
O descuido (do verbo descuidar: deixar de cuidar) e a negligência também são formas de maltratar os idosos. É a falta ou o esquecimento em providenciar os cuidados vitais ao idoso dependente, tais como a alimentação, os medicamentos, a higiene, a moradia e a proteção econômica devida.
Também envolve situações em que não se permita que outras pessoas providenciem os cuidados devidos aos idosos dependentes.
Onde pode ocorrer os maus tratos?
• Na casa do próprio idoso
• Na casa do cuidador
• Na comunidade em que reside
• Nas instituições de longa permanência
• Nos hospitais
Muitas vezes pode acontecer por um gesto impensado, mas também há casos de de ações premeditadas de agredir sistematicamente o idoso. Algumas outras causas, dentro de casa, que podem gerar os maus tratos:
• Relação desgastada na família
• Cansaço excessivo do cuidador
• incapacidade do cuidador de oferecer cuidado adequado
Nas instituições de longa permanência, os maus tratos ocorrem quando há uma administração deficiente, com capacitação inadequada do pessoal, supervisão de enfermagem deficiente, número insuficiente de pessoal e ILPI isolada, sem participar da associação de classe.
Para o familiar , cuidador e a sociedade de um modo geral, que está lendo estas dicas, oferecemos algumas para ajudar a evitar que isto aconteça em sua casa ou local de internação por longa permanencia (casas de repouso), hospitais :
-Em primeiro lugar, reconhecer que o idoso independente ou dependente também é um cidadão, um ser humano e tem assegurados todos os seus direitos pelo Estatuto do Idoso.
-Entender que maus tratos existem!
-Aprender a buscar ajuda para melhorar o cuidado, dividindo-o com outras pessoas e cuidadores.
-Sempre refletir diariamente sobre seus atos ao cuidar do idoso dependente, procurando alguma falha que esteja ocorrendo, e que no futuro, possa evoluir para uma situação de maus tratos.
-Rever conceitos sobre envelhecimento, lembrar que todos vamos envelhecer.
-Realizar visitas ás instituições de longa permanência , verificar as condições de trabalho daqueles que cuidam, se não há sobrecarga de trabalho, se tudo quanto oferecem corresponde á realidade.
-Verificar se nas situações de asilamento, se as condições previstas em contrato corresponde ás oferecidas ao seu familiar.
-Nas situações de cuidar no domicilio, verificar idoneidade daqueles que cuidam, e daqueles que oferecem o serviço.
-Nas situações em que voce é o responsável pelo cuidado direto, procure saber como cuidar adequadamente, há técnicas e cuidados que facilitam o dia a dia, reduzindo o tempo gasto nos procedimentos.
-Existem cursos de aprimoramento no cuidado com o idoso, oferecidos por entidades particulares e também pela municipalidade, procure adquirir conhecimento sobre o cuidar de idosos.
-Compartilhe os cuidados e encargos com os familiares, não se sobrecarregue, principalmente se voce for mulher, onde lamentavelmente os maiores índices de maus tratos aos idosos partem de mulheres-filhas, que são as que se submetem aos cuidados em detrimento dos homens-filhos.
-Compartilhe as despesas, o idoso ajudar se este tem condição significa uma coisa, o abuso entretanto ocorre quando se julga que este tem obrigação de assumir tudo por si, inclusive das despesas alheias.
-Aos familiares cabem os cuidados com os seus, a omissão também é uma violência, procure fazer a sua parte, afinal todos são filhos, não julgue, não se subestime, todos podem fazer alguma coisa.
-Denunciar maus tratos, seja em casa, nas instituições de longa permanência ou na comunidade, é um ato de cidadania, não se omita, conivência também é violência e maus tratos.
-Procurar as redes de apoio existentes em sua cidade ou estado, tipo conselhos municipais de idosos, ouvidoria do município, delegacia ou promotoria.
5 - Procure ainda os Conselhos Municipais e Estaduais do Idoso, eles também têm competência para receber denuncias.
O propósito da instituição do Dia 15 de Junho foi chamar a atenção da sociedade civil sobre as diversas formas de violência que as pessoas idosas sofrem no mundo.
O objetivo do dia é a conscientização, a sensibilização e a discussão do tema.
A violência entre seres humanos parece fazer parte da própria história da humanidade. No entanto, alguns aspectos e causas da violência são mais facilmente percebidos do que outros, com variações decorrentes dos sistemas de valores e econômicos das sociedades em que se inserem.
A família, e, de uma forma mais concreta o lar / domicílio, são tradicionalmente
entendidos, nas mais diversas culturas, como um ambiente de amor, um porto seguro contra a violência "externa".
Se por um lado, a violência contra os idosos se insere nos meandros dos conflitos
intrafamiliares, muitas vezes invisíveis para a sociedade, por outro lado, a própria construção do"ser idoso" nas sociedades capitalistas associa idade avançada à obsolescência, se traduz em violência social.
Isto coloca a questão da violência como parte de uma questão mais ampla de construção da cidadania em um ambiente democrático.
A situação é escandalosa. O idoso é maltratado pela própria família e por ser dependente dela acaba não denunciando seus agressores. E a dependência pode ser apenas física ou emocional porque muitos lares brasileiros são sustentados exclusivamente por idosos aposentados. Ou seja, o idoso sustenta a família e ainda assim é vitimizado por ela.
A implementação do Estatuto do Idoso resultou em que a questão dos maus-tratos
passasse a contar com um instrumento legal que "regula os direitos às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos", com previsão de pena pelo seu descumprimento.
Artigo 4° prevê expressamente: "Nenhum idoso será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos." .
De acordo com o Estatuto, prevenir a ameaça ou violação dos direitos dos idosos passa a ser um dever de toda a sociedade brasileira, bem como torna obrigatória a sua denúncia aos órgãos competentes (autoridades policiais, Ministérios Públicos, Conselhos do Idoso, etc.).
A partir da sanção da referida Lei emergem questões sobre a disponibilidade, as condiçõesde funcionamento dos serviços de denúncia e proteção aos idosos e sobre a necessidade de criação de serviços específicos para este grupo populacional.
Infelizmente, maus tratos em idosos podem ser mais comuns do que se possa imaginar. E o que é mais dramático: os principais causadores dos maus tratos estão dentro de casa, das instituições asilares ou dos hospitais!
Maus tratos é todo ato, único ou repetitivo, ou até omissão velada, que pode acontecer com a pessoa idosa, onde ocorre dano ou incômodo. Atualmente, uma das formas mais comuns é o abuso financeiro ao idoso.
A exploração imprópria e ilegal ou uso não consentido de seus recursos financeiros. È o uso ilegal e indevido, apropriação indébita da propriedade e dos bens financeiros, falsificação de documentos jurídicos, negação do direito de acesso e controle dos bens, administração indevida do cartão do segurado do INSS.
Um fato muito comum é o empréstimo por consignação que é descontado do benefício do INSS. Muitos avôs e avós são obrigados a fazer empréstimos vultuosos, para seus netos e filhos, comprometendo bastante o orçamento familiar.
O abuso psicológico, a violência psicológica e a violência física são os retratos mais tristes e inaceitáveis de maus tratos na terceira idade. O mais aterrador é que o principal agressor é, na maioria das vezes, um familiar!
Mandar calar a boca, gritar e ameaçar são alguns dos exemplos de violência psicológica. Já a violência física pode ser expressada tanto pela agressão propriamente dita, como pelo abuso sexual ou pela violência do marido, também idoso.
O descuido (do verbo descuidar: deixar de cuidar) e a negligência também são formas de maltratar os idosos. É a falta ou o esquecimento em providenciar os cuidados vitais ao idoso dependente, tais como a alimentação, os medicamentos, a higiene, a moradia e a proteção econômica devida.
Também envolve situações em que não se permita que outras pessoas providenciem os cuidados devidos aos idosos dependentes.
Onde pode ocorrer os maus tratos?
• Na casa do cuidador
• Na comunidade em que reside
• Nas instituições de longa permanência
• Nos hospitais
Muitas vezes pode acontecer por um gesto impensado, mas também há casos de de ações premeditadas de agredir sistematicamente o idoso. Algumas outras causas, dentro de casa, que podem gerar os maus tratos:
• Cansaço excessivo do cuidador
• incapacidade do cuidador de oferecer cuidado adequado
Nas instituições de longa permanência, os maus tratos ocorrem quando há uma administração deficiente, com capacitação inadequada do pessoal, supervisão de enfermagem deficiente, número insuficiente de pessoal e ILPI isolada, sem participar da associação de classe.
Para o familiar , cuidador e a sociedade de um modo geral, que está lendo estas dicas, oferecemos algumas para ajudar a evitar que isto aconteça em sua casa ou local de internação por longa permanencia (casas de repouso), hospitais :
-Entender que maus tratos existem!
-Aprender a buscar ajuda para melhorar o cuidado, dividindo-o com outras pessoas e cuidadores.
-Sempre refletir diariamente sobre seus atos ao cuidar do idoso dependente, procurando alguma falha que esteja ocorrendo, e que no futuro, possa evoluir para uma situação de maus tratos.
-Rever conceitos sobre envelhecimento, lembrar que todos vamos envelhecer.
-Realizar visitas ás instituições de longa permanência , verificar as condições de trabalho daqueles que cuidam, se não há sobrecarga de trabalho, se tudo quanto oferecem corresponde á realidade.
-Verificar se nas situações de asilamento, se as condições previstas em contrato corresponde ás oferecidas ao seu familiar.
-Nas situações de cuidar no domicilio, verificar idoneidade daqueles que cuidam, e daqueles que oferecem o serviço.
-Nas situações em que voce é o responsável pelo cuidado direto, procure saber como cuidar adequadamente, há técnicas e cuidados que facilitam o dia a dia, reduzindo o tempo gasto nos procedimentos.
-Existem cursos de aprimoramento no cuidado com o idoso, oferecidos por entidades particulares e também pela municipalidade, procure adquirir conhecimento sobre o cuidar de idosos.
-Compartilhe os cuidados e encargos com os familiares, não se sobrecarregue, principalmente se voce for mulher, onde lamentavelmente os maiores índices de maus tratos aos idosos partem de mulheres-filhas, que são as que se submetem aos cuidados em detrimento dos homens-filhos.
-Compartilhe as despesas, o idoso ajudar se este tem condição significa uma coisa, o abuso entretanto ocorre quando se julga que este tem obrigação de assumir tudo por si, inclusive das despesas alheias.
-Aos familiares cabem os cuidados com os seus, a omissão também é uma violência, procure fazer a sua parte, afinal todos são filhos, não julgue, não se subestime, todos podem fazer alguma coisa.
-Denunciar maus tratos, seja em casa, nas instituições de longa permanência ou na comunidade, é um ato de cidadania, não se omita, conivência também é violência e maus tratos.
-Procurar as redes de apoio existentes em sua cidade ou estado, tipo conselhos municipais de idosos, ouvidoria do município, delegacia ou promotoria.
Onde denunciar:
1 - Toda Delegacia de Polícia é obrigada a atender casos de violência contra o idoso. Procure a mais próxima ou procure o Promotor de Justiça de sua cidade;
2 – Use o disque-denúncia se quiser preservar sua identidade: 0800 156315;
3 – Delegacia de Proteção ao Idoso – dentro do Metrô República em São Paulo: (11)3237-0666;
4 – SOS Idoso – Ministério Público – (11)3874-6904
5 - Procure ainda os Conselhos Municipais e Estaduais do Idoso, eles também têm competência para receber denuncias.
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