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domingo, 18 de março de 2012

Osteoporose


A osteoporose é uma doença que causa o enfraquecimento progressivo dos ossos, pela perda de cálcio e massa óssea, tornando os

ossos mais frágeis e quebradiços. Surge com o avançar da idade e

pode causar fraturas mesmo com traumatismos leves como uma pequena

queda, apoiar-se na janela, tossir ou carregar objetos mais pesados ou até

durante uma viagem de automóvel, quando a estrada estiver muito esburacada.

É uma das principais causas de invalidez nas pessoas idosas. Na maioria

das vezes a doença não provoca nenhum sintoma, nem mesmo dor, mas

pode evoluir até que ocorra uma fratura. Os locais mais comuns de fratura

são as vértebras, o fêmur, o quadril e o punho. Daí, a osteoporose ser encarada

de forma preventiva.



Perguntas e Respostas



1. Com que idade começa a osteoporose?

R. A doença pode surgir a partir dos 45 anos, mas está presente principalmente

após os 65 anos de idade.



2. Quanto ao sexo e à raça - em quem a osteoporose é mais freqüente?

R. É mais comum nas mulheres brancas de pele clara, magras e baixas.

Apesar de acometer mais as mulheres idosas, por volta de 13% dos homens

acima de 50 anos podem apresentar algum tipo de fratura por osteoporose.



3. A menopausa colabora para o aparecimento da osteoporose?

R. Sim. Devido à diminuição dos hormônios femininos - os estrógenos, especialmente

as que tiveram menopausa antes dos 45 anos ou retiraram o útero

e ovários precocemente.



4. A osteoporose é hereditária?

R. Nas famílias em que a mãe ou a avó teve osteoporose, as possibilidades

da doença são maiores, mas existem muitos fatores decorrentes do estilo

de vida que são tidos como fatores de risco para contrair a doença.



5. E quais são esses fatores de risco?

R. Dieta pobre em cálcio tipo dieta vegetariana e por intolerância

ao leite;

Falta de exercícios: pessoas que não fazem atividade física ou as

que fazem exercícios exagerados como os atletas;

Pouca exposição ao sol;

Consumo exagerado de bebida alcoólica, café, fumo;

Uso de alguns medicamentos: corticóides, antiácidos, anticoagulantes,

etc;

Doenças predisponentes: diabetes, doenças da tireóide, cirrose

hepática, reumatismos;

Imobilização prolongada.



6. Quais os sintomas da pessoa que tem osteoporose?

R. Em geral, as pessoas não sabem que têm a doença. No início, nem dor

apresentam. Tardiamente podem surgir dores generalizadas decorrentes de

fraturas das vértebras, o que pode levar ao aumento da curvatura da coluna

(corcunda) e diminuição da altura.



7. Como se faz o diagnóstico de osteoporose?

R. Além dos antecedentes e aspectos clínicos já descritos, a Densitometria

Óssea é o exame mais simples para o diagnóstico precoce. É importante lembrar

que qualquer exame só deve ser realizado com orientação médica.





8. Como prevenir a osteoporose?

Dieta: rica em cálcio (leite, queijo e iogurte), vegetais (brócolis, espinafre,

nabo, ervilha, rabanete, couve, agrião), frutas, peixes, fibras.

A quantidade de cálcio diária ideal para ser ingerida é de 1000 a 1200 mg ao

dia após a menopausa. (1 copo de leite ou iogurte tem aproximadamente

300 mg de cálcio).



Atividade física: deve ser adequada a cada indivíduo de acordo com a

idade e capacidade física e tem vários objetivos: manter ou aumentar a

massa óssea, melhorar a força muscular e o equilíbrio. A inatividade diminui

a massa óssea.

Os exercícios mais indicados são os aeróbicos e de impacto, por 40 minutos,

3 a 4 vezes por semana. Nos idosos, devido a múltiplas doenças, a prescrição

de exercícios deve ser cuidadosamente avaliada e individualizada. De

um modo geral a associação de caminhada diária de 40 minutos e hidroginástica

3 x na semana, tem demonstrado bons resultados para manutenção

de massa óssea, massa muscular e melhora do equilíbrio.



Tomar sol diariamente: os raios ultravioletas auxiliam a produção e absorção

de vitamina D. O banho de sol deve ser antes das 10 e após as 16 horas,

pelo período mínimo de 15 minutos ao dia.

Não fumar, moderar o uso de bebidas alcoólicas e de café.

Se a ingestão pela dieta não for suficiente é necessária suplementação de

cálcio e vitamina D por via oral diariamente.



Reposição hormonal: desde que não haja contra-indicação, a terapia de

reposição hormonal é importante fator de prevenção da osteoporose e

deve ser orientada sempre por seu médico.

quinta-feira, 15 de março de 2012

HIPERTENSÃO ARTERIAL NO IDOSO...


A Hipertensão Arterial é doença crônica caracterizada pela elevação

da pressão arterial igual ou acima de 140/90 (14 por 9), quando

verificada em várias medidas e em horários diferentes do dia.

Embora haja tendência de aumento da pressão arterial com a idade, o objetivo

é manter níveis abaixo de 140/90. Estudos demonstraram que cerca de

65% dos idosos são hipertensos e que seu controle adequado reduz significativamente

os ataques cardíacos e os derrames cerebrais na população idosa.
Perguntas e Respostas

1. Pressão alta e Hipertensão Arterial são a mesma coisa?

R. Não. Você pode, em momentos de estresse ou ansiedade, ter uma elevação

momentânea da pressão arterial e, após, ela pode retornar ao normal;

isto não quer dizer que você tem Hipertensão Arterial, mas que você deverá

ter um controle mais periódico de sua pressão.

2. Por que um indivíduo se torna hipertenso?

R. A Hipertensão Arterial pode ser causada por herança genética, tendência

familiar e, muitas vezes, está associada a alguns estilos de vida como sedentarismo,

hábitos alimentares, fumo, etc. Discute-se atualmente se o estresse

emocional é ou não é causa de Hipertensão, mas o bom equilíbrio

emocional é muito importante para manter a pressão arterial controlada.

Outro aspecto de extrema importância, principalmente nas pessoas com

mais de 60 anos de idade, está relacionado à quantidade de sal que se come

diariamente. O sal é, sem dúvida, um dos maiores aliados da pressão alta

em idosos.

3. A Hipertensão Arterial só aparece na pessoa idosa?

R. Em geral, manifesta-se após os 40 anos; na 3ª idade, ela se torna mais

freqüente, mas pode ocorrer na infância, geralmente relacionada às doenças

dos rins e durante a gravidez.



4. Quais os sintomas mais frequentes da Hipertensão Arterial?

R. Habitualmente ela é uma doença silenciosa, podendo ocasionalmente

causar tontura, dor de cabeça, geralmente localizada na nuca, pontos brilhantes

nos olhos, cansaço e falta de ar.

5. A Hipertensão Arterial pode provocar lesão no organismo?

R. Sim. Quando não controlado, o hipertenso apresenta grande risco de ter

derrame cerebral, angina, infarto do miocárdio, falência da função dos rins,

doenças na retina e doenças nas artérias dos membros inferiores.



6. Hipertensão Arterial tem cura?

R. Na maioria das vezes, não. Como é doença crônica, ela não tem cura.

Mas o tratamento e controle adequados, sob rigorosa orientação médica,

impedem o aparecimento de lesões no organismo, permitindo ao hipertenso

levar uma vida saudável.

7. O que o idoso hipertenso precisa saber para levar uma vida

saudável?

R. Não só a pessoa idosa, mas todo hipertenso precisa alterar seus hábitos

de vida, fazendo uma dieta pobre em gorduras e sal (evitar o uso de saleiro,

temperos prontos, alimentos defumados e enlatados) e rica em fibras; realizar

atividades físicas regulares; evitar o fumo; controlar o estresse emocional.

8. A obesidade pode levar à Hipertensão Arterial?

R. O indivíduo obeso tem risco aumentado de ser hipertenso, sendo que

reduções de peso corporal permitam um melhor controle dos níveis de pressão

arterial.



9. O idoso hipertenso pode fazer exercício?

R. Sim. Atividades físicas como caminhar, nadar, pedalar, dançar, fazer exercícios

aeróbicos são muito importantes para um bom controle da pressão

arterial e diminuição do estresse emocional. Mas, lembre-se: é sempre

necessário consultar seu médico para orientá-lo sobre a atividade física

mais adequada.

10. O serviço público possui programas para o tratamento do hipertenso

idoso?

R. A Secretaria Municipal de Saúde de Santos possui o Programa Saúde do

Idoso e o Programa de Hipertensão e Diabetes, que coordenam todas as

atividades relacionadas com o atendimento ao idoso e especificamente aos

portadores de hipertensão arterial e diabetes. Nas Unidades Básicas, são

realizadas consultas médicas e de enfermagem, reuniões mensais, dinâmicas

de grupo, palestras, etc.


quarta-feira, 14 de março de 2012

Diabetes no idoso.

Diabetes mellitus é uma doença crônica que se caracteriza por uma
elevada taxa de glicose (açúcar) no sangue e por uma falta parcial
ou total de insulina (hormônio que queima o açúcar). Esta doença é
bastante freqüente na população idosa (ocorre em 20% acima de 70 anos) e
pouco diagnosticada e tratada nesta idade. A grande maioria dos diabéticos
tem mais de 45 anos e no Brasil existem em torno de 5 milhões de diabéticos.




Perguntas e Respostas

1. Qual a taxa normal de açúcar no sangue na pessoa idoso?

Em qualquer faixa de idade, a taxa normal é de 70 a 110mg/dl em jejum.



2. O que provoca o aparecimento do Diabetes com o envelhecimento?

O surgimento da doença se dá em pessoas predispostas e com outros


fatores como: aumento de peso, falta de atividade física, estresse, infecções,

grandes cirurgias, uso de alguns remédios, etc.


3. Quais os primeiros sintomas e sinais de Diabetes?

O diabetes do idoso, freqüentemente, não apresenta sintomas, sendo


descoberto, na maioria das vezes, em check up ou em exames para investigação

de outras doenças. Os sintomas são: perda de peso, muita sede, urinar

em grande quantidade e várias vezes, principalmente à noite, fome em

excesso, fadiga fácil, piora da visão, formigamentos e dormências nas pernas,

coceira na vagina, infecção de pele, dificuldade de cicatrização de

feridas, etc.

4. O Diabetes não controlado pode trazer complicações?


Sem dúvida, sim. São complicações do diabetes mal controlado: derrame


cerebral, infarto do miocárdio, cegueira, amputação de membros inferiores,

doenças renais, impotência sexual masculina, etc.


5. O que o diabético não pode comer?

Deve-se evitar os açúcares de absorção rápida como balas, doces, refrigerantes,


bombons, chocolates, mel, melados, bolos, tortas, pudins, geléias,

biscoitos, bolachas doces, leite condensado, sorvetes e

manter, sem


abusos, os amidos (pães, massas, arroz, batata) associados a fibras (grãos e

leguminosas, cascas e bagaço de frutas), frutas , proteínas (carne, leite,

ovos e derivados), legumes e verduras. Fazer no mínimo 4 refeições ao dia,

em pequenas quantidades.


6. Exercícios físicos ajudam a controlar o Diabetes?

Os exercícios físicos fazem parte do tratamento do diabetes porque melhoram


a tolerância à glicose e a sensibilidade à insulina. As atividades físicas

mais recomendadas são a caminhada e os exercícios realizados dentro

da água, como natação e hidroginástica.

7. O que é hipoglicemia?

É a queda rápida das taxas de glicose no sangue. Tem relação com o excesso


de exercícios físicos, infecções, pular refeições durante o dia, vômitos e

diarréias, consumo de bebidas alcoólicas. Os sintomas da hipoglicemia são:

fome súbita, fadiga, tremores, tontura, aumento dos batimentos cardíacos,

suores, pele fria, úmida e pálida, visão turva, dor de cabeça, dormência nos

lábios e língua, sensação de desmaio, desorientação até coma. Se notar um

ou mais destes sintomas, tome um copo de leite ou suco; se, em 10 minutos,

os sintomas não sumirem, beba água com açúcar. Diante da persistência desses

sintomas, você deverá procurar auxílio médico, sempre levando sua última

receita de todos os remédios que você possa estar utilizando.


Dicas para o idoso diabetico:


Não fume; use escovas de dente macias, escove
os dentes após cada refeição, massageie a gengiva,
use fio dental todos os dias; a boca pode
ser foco de infecção no diabético.


Examine os pés diariamente, mantenha-os limpos,
secos e sem calosidades; use calçados confortáveis.

Consulte o oftalmologista uma vez ao ano e informe

que é diabético, principalmente se a visão

piorar ou ficar turva.

Ande sempre com identificação de diabético e leve

consigo balas e chicletes.


Não use medicamentos sem aviso prévio ao seu
médico, porque muitos deles podem aumentar
ou diminuir o efeito do antidiabético que você
está tomando.
Não fique muito tempo sem se alimentar; faça, no
mínimo, 4 refeições por dia com pequenas porções.
Antes de iniciar qualquer tipo de atividade física,
procure um serviço médico para realizar
exames que retratem seu real estado de saúde,
pois o Diabetes pode predispor a algumas doenças
do coração, e essas alterações podem ser
silenciosas, ou seja, sem lhe trazer sintomas.

terça-feira, 13 de março de 2012

O idoso e a família



Nos últimos anos várias pesquisas sobre a satisfação do idoso estão

associadas à perda do controle emocional, sentimentos de solidão, sejam pela

perda do cônjuge ou a partida dos filhos, percepção de afastamento e desamparo,

incerteza em relação ao futuro, auto-exclusão, por não se achar apto a participar

da sociedade moderna, e o cotidiano imerso nos conflitos familiares, situações

características da mudança do seu estado anterior decorrente da perda da sua

autonomia e independência.

Talvez apenas para se ter um referencial ideal seja interessante pensar em

autonomia em termos de autodeterminação, liberdade pessoal, independência

física, liberdade de escolha e ação.
Como ocorre a muitos brasileiros, ele

não logrou transformar-se sequer num cidadão, como falar em autodeterminação?

Para que exatamente? Para eventos concretos, imediatos, práticos, de vidas

diárias, ligadas à sobrevivência física talvez.

Nem por isso se pode negar de que o idoso possa experimentar

sentimentos desfavoráveis por se ver perdendo essa independência, outrora

conquistada.

 Os que têm a ventura de chegar à longevidade,

a chamada "velhice verde", sem maiores contratempos, quando integrados num

meio familiar acolhedor, sentem-se felizes e manifestam o desejo de continuar a

viver e desfrutar, da melhor forma possível, os dias que lhes sobram. Outros,

porém, que padecem de sofrimentos físicos, com dores e sem esperanças de

recuperar a saúde, confinados no leito ou em uma cadeira de rodas, só falam da

morte "próxima" como uma libertação para si e para seus familiares.

O fim da vida de entes queridos pode levar à chamada última solidão, que é um campo propício para

ao afastamento da realidade e reclusão, a auto-exclusão, que pode ser um fator de agravamento e

deterioração da condição psicológica, e porque não, com conseqüências

fisiológicas. Tal momento reflete em se pensar no resgate desses indivíduos,

especialmente os idosos, que perderam pessoas tão próximas ou companheiras, e

esse pode ser mais um fator de aproximação entre o idoso e sua família.

Estilo de vida, moradia, condições de vida, alimentação, estresse, saúde,

educação, trabalho, enfim, a multifatoriedade, segundo a história de vida do idoso,

são rastros de uma conseqüente idade. Deve-se

considerar que nos casos de pessoas constitucionalmente mais saudáveis ou que
cuidaram melhor de si mesmas ao longo dos anos, a velhice pode trazer

qualidades excepcionais de sabedoria, compreensão, paciência e tolerância. Nos

idosos que conseguem se manter jovens há de se considerar a rigidez de caráter

e de vida. As pessoas muito contidas e controladas são como velhos desde muito

jovens. Suas limitações psicológicas as impedem de perceber muitas das coisas

que as cercam ou se concentram muito em poucos tópicos dessa já limitada visão.

Por isso sua vida fica monótona, repetitiva e tediosa. Essas pessoas comunicam,

por simples presença, que tudo é aborrecido, velho, que as coisas são sempre

iguais e que todo interesse novo é uma ilusão. Ao contrário, o idoso jovem é

aquele que conseguiu preservar, por toda a vida, o que ele tem de criança. Entre

essas características "juvenis" está a criação de ligações afetivas com várias

pessoas e de interesses diversos, para que o ajude a manter-se vivo e jovem. Se

o idoso não cuidar de suas ligações familiares, de amizade e até amorosas, corre

o risco de se sentir verdadeiramente sozinho, muito próximo de abandonado por todos.

Os sentimentos que são desenvolvidos com respeito à solidão estão,

 ligados às experiências que remontam à nossa infância.

Tudo o que acontece para um indivíduo – vivências, esperanças, angústia,

felicidade, dor, separações, perdas – vai ter um peso diferente conforme a idade

em que ele for atingido. A solidão será tanto maior quanto menores forem as

esperanças de reencontro, de novos relacionamentos, o que ocorre de uma forma

maior na velhice. O idoso não deve esperar que seus semelhantes (companheiro,

filhos ou sociedade) protejam-no da solidão: é necessário um preparo interior,

para fazer frente a esses diversos agentes causais.

Um outro aspecto, muito encontrado na terceira idade, até mesmo por

reflexões da sua solidão, é a preocupação com o que já passou, de maneira a

evitar as enganações às expectativas do que está vindo. O surgimento da solidão

está calcado no descarrilar do sentimento de sociedade. A massificação social

vem dando lugar a uma maior individualização e à dificuldade de encontrar um
companheiro para compartilhar os últimos anos de vida.








segunda-feira, 5 de março de 2012

PROFISSÃO CUIDADOR

O cuidador de idosos é o profissional que tem como principal função auxiliar o idoso nas suas atividades fundamentais.

 O profissional pode ajudar tanto o idoso que está dependente de um cuidado mais específico, como tomar banho, lembrar horário de medicamente e se alimentar, como do semi-dependente, acompanhando-o em um passeio e na realização de atividades externas.

Para exercer a atividade é preciso ter mais de 18 anos, uma qualificação básica na área e habilidades específicas.

“A principal característica para trabalhar como cuidador é gostar de idosos. É uma das profissões que tem que ter o dom. Além disso, é preciso ter paciência, ser calmo, saber ouvir, ter sensibilidade. Na parte prática, é essencial saber manusear o idoso, entre outras coisas, sendo, por isso, importante a qualificação”.

O campo de atuação é amplo no entanto, a grande maioria trabalha nos lares.

A profissão já é reconhecida pela Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), do MTE. Também está na Câmara o Projeto de Lei 6966/06, que regulamente a profissão de cuidador.

“A aprovação do projeto trará, dentre outros benefícios, a possibilidade de criar cursos variados, como superior e técnico, criar conselho para fiscalizar situação do profissional, formalizar sindicatos, definir carga horária, tabela de funções e de que forma se dará a qualificação”.


PARA SER UM BOM CUIDADOR:

1. Busque informações através de profissionais e associações de familiares. Siga em frente. Não se apegue a fatos anteriores. Sua vida será agora diferente. Examine sua atual situação, defina suas emoções e necessidades, assim como seus recursos e opções.
2. Seja sincero consigo mesmo e com os demais. principalmente com os outros membros de sua família. Enfrente seus temores. Marque reuniões familiares periódicas. Ponha a prova as decisões que são tomadas e revise-as quando necessitarem de ajuste. Reconheça seus limites e reparta tarefas.
3. Contate outras pessoas que vivem um problema similar. Falar com eles ajudará e lhe permitirá aprender estratégias usadas com êxito assim como combater emoções negativas, principalmente a sensação de isolamento, culpa e vergonha.

5. Em respeito ao familiar, trate em todo momento de conservar a serenidade e aprenda a atribuir e diferenciar o que o familiar era das manifestações próprias de sua efermidade. O que agora pacrece estranho ou desconhecido é resultado da doença.
6. Seja um bom ¨ator¨ com o familiar e favoreça a comunicação emocional positiva em qualquer fase da doença, criando um ambiente agradável e tranquilizador. Potencie a autoestima de seu familiar estabelecendo cenários em que ele possa ser útil. Não demonstre ter sempre a razão, a lógica da demência não é a que temos quando disfrutamos da saúde. A medida que a doença avança, utilize mais linguagem não-verbal do que palavras. Permita saídas graciosas diante de seus erros e não evidencie suas perdas de memória ou de qualquer outra capacidade a não ser que seja estritamente necessário.
7. Não exija a si mesmo o que os outros não poderiam fazer. Não existe o cuidador perfeito. Admita suas emoções, especialmente o cansaço e o mau humor , como sinal de alerta para modificar sua programação de atividades. Conceda-se o direito de errar e experimentar sentimentos negativos.
8. Não recuse a ajuda oferecida por familiares, vizinhos ou amigos. Agradeça e valorize as atitudes por menores que sejam. Com isso, cultivará e favorecerá que aumentem no futuro. Seguramente você irá necessitar.
9. Planifique e programe suas atividades, tratando de manter seus interesses. Utilize sua agenda para fazer programações realistas que atendam as suas prioridades, favorecendo seu bem estar. Antecipe medidas de possíveis problemas futuros, especialmente de aspectos legais ou jurídicos. Mantenha uma visão positiva de futuro.
10. Ponha-se em contato com outros cuidadores. A internet poderá dar informações valiosas para os cuidados desses familiares, assim como permitir o intercâmbio de informações entre cuidadores.